Quem somos..................
Método
Equipe
Serviços
Convênios
Localização Cursos............................
Regulares
Adultos
Alemão
Oficina Literária
Português para estrangeiros
Resultados Concretos....
Publicações de ex-alunos
Aprovação em concursos
Redações de alunos
Eventos...........................
Paixão de Ler
Passeios
Teatro
Publicações/Mídia..........
Livros
Saiu no jornal
Premiação
Outros.............................
Dicas
Indicação de leitura
Links interessantes
Fale conosco

 
Outras dicas para ajudar a escrever melhor

O uso da crase
Os Dez Mandamentos
Escrever: por onde começar?
O porquê dos porquês



...........................................................................................

O Uso da Crase

Para saber se o acento grave deve ser utilizado, devemos seguir três passos básicos:
- O primeiro é observar a palavra posterior ao "a": ela tem de ser feminina, pois somente diante de palavras femininas ocorre a crase, com exceção de frases que tenham as expressões "maneira de" ou "moda de" subentendidas.
- O segundo passo é observar se há verbo indicador de destino (ir, vir, voltar, chegar, cair, comparecer, dirigir-se). Caso haja, substitua-o por outro verbo, agora indicador de procedência (voltar, por exemplo); se, na indicação de procedência, surgir "da", na indicação de destino, ocorrerá crase.
- O terceiro passo, se não houver verbo indicando destino, é trocar a palavra feminina por outra qualquer masculina. Se, diante da masculina, surgir "ao", diante da feminina, ocorrerá crase.

Casos especiais:

01) Quando houver a preposição a antes dos pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo, há que se colocar o acento grave indicativo da crase sobre o a dos pronomes demonstrativos. Por exemplo:
    "Não mais obedecerei àquele sujeito";
    "Assisti àquela peça teatral";
    "Não me referi àquilo que você disse".

02) Diante da palavra DISTÂNCIA, só ocorrerá crase se houver a formação de locução prepositiva, ou seja, se não houver a preposição de, não ocorrerá crase. Por exemplo:
    "Reconheci-o a distância" (sem crase, pois não há a preposição de);
    "Reconheci-o à distância de duzentos metros".

03) Diante do pronome relativo que ou da preposição de, quando for fusão da preposição a com o pronome demonstrativo a/as, ocorre crase. Estes pronomes são sinônimos de aquela/aquelas. Por exemplo:
    "Essa roupa é igual à que comprei ontem" (é igual àquela que comprei);
    "Sua voz é idêntica à de um primo meu" (é idêntica àquela de meu primo).

04) Diante dos pronomes relativos a qual/as quais, quando o verbo da oração subordinada adjetiva exigir a preposição a, ocorre crase. Por exemplo:
    "A cena à qual assisti foi chocante" (quem assiste, assiste a algo).

05) Quando o a estiver no singular, diante de uma palavra no plural, não ocorre crase. Por exemplo:
    "Referi-me a todas as alunas, sem exceção";
    "Não gosto de ir a festas desacompanhado".

06) Diante de pronomes possessivos femininos [minha(s), tua(s), sua(s), nossa(s), vossa(s)], é facultativo o uso do artigo, então, quando houver a preposição a, será facultativa a ocorrência de crase. Por exemplo:
    "Referi-me a sua professora" ou "Referi-me à sua professora";
    "Referi-me a suas professoras" ou "Referi-me às suas professoras".

07) Após a preposição até, é facultativo o uso da preposição a, portanto, caso haja substantivo feminino à frente, a ocorrência de crase também será facultativa. Por exemplo:
    "Fui até a secretaria" ou "Fui até à secretaria".

08) A palavra casa só terá artigo, se estiver especificada, portanto só ocorrerá crase diante da palavra casa se ela estiver especificada. Por exemplo:
    "Voltarei a casa antes de todos" (sem crase, pois a palavra casa não está especificada);
    "Voltarei à casa de Ronaldo antes de todos" (com crase, pois a palavra casa está especificada).

09) A palavra terra significando planeta é substantivo próprio e tem artigo, consequentemente, quando houver a preposição a, ocorrerá a crase. Significando chão firme, solo, só terá artigo quando estiver especificada, portanto, só poderá ocorrer a crase se vier especificada. Por exemplo:
    "Os astronautas voltaram à Terra" (com crase, pois "terra" está caracterizando o planeta);
    "Os marinheiros voltaram a terra" (sem crase, pois significa chão firme, solo e não está especificada);
    "Irei à terra de meus avós" (com crase, pois significa chão firme, solo e está especificada).

10) Nos adjuntos adverbiais de meio ou instrumento, até há bem pouco tempo só se admitia o acento indicativo de crase se houvesse ambigüidade na frase. Modernamente, porém, os gramáticos estão admitindo tal acento em qualquer circunstância. Por exemplo:
    "Preencheu o formulário à caneta";
    "Paguei à vista minhas compras" (A gramática normativa padrão condenava esse acento há pouquíssimo tempo).



...........................................................................................

Os Dez Mandamentos

É importante atentar para alguns procedimentos recomendados na realização de um bom texto dissertativo.
Os conselhos são sobre o que NÃO se deve fazer ou o que se deve EVITAR no texto.
Clique em cada "mandamento", para ver exemplos do que NÃO se deve fazer em um texto dissertativo.
Os dez mandamentos são baseados no livro Técnicas básicas de redação, de Branca Granatic, publicado pela Editora Scipione, em 1995.

1- Jamais use gírias em sua dissertação

2- Não utilize provérbios ou ditos populares

3- Evite incluir-se em sua dissertação (especialmente para contar fatos de sua vida particular)

4- Não utilize sua dissertação para propagar doutrinas religiosas

5- Jamais analise os temas propostos movido por emoções exageradas

6- Não utilize exemplos contando fatos ocorridos com terceiros, que não sejam de domínio público

7- Evite as abreviações

8- Nunca repita várias vezes a mesma palavra

9- Tente não analisar os assuntos propostos sob apenas um dos ângulos da questão

10- Não fuja ao tema proposto

Dicas importantes:

a- Utilize a primeira pessoa do plural em lugar da primeira pessoa do singular, ou então use o verbo na terceira pessoa acompanhado do pronome SE, dando ao texto o tom de imparcialidade desejado.
Ex: Em lugar de "Eu sei", use "Sabemos" ou "Sabe-se".

b- Procure manter-se informado sobre os mais diversos assuntos, lendo jornais e revistas.
Desse modo, maiores condições terá de redigir um texto sobre qualquer tema, seja econômico, político, social, ...



...........................................................................................

Escrever: por onde começar?
(por Leonor Werneck dos Santos)

Quantas vezes estamos diante de um tema, precisando escrever, e não sabemos qual caminho escolher? Aqui vão algumas sugestões, propostas por vários professores e pesquisadores de língua portuguesa:

- procure, ao ler um tema, interpretá-lo, perceber o que se pode falar sobre o assunto, quais as abordagens possíveis;

- tente listar o máximo possível de "idéias" que você teve a respeito. Essa listagem, também chamada "tempestade de idéias" - ou "toró de palpites", como disse um ex-aluno meu -, pode ser feita com palavras, expressões, frases curtas ou mesmo pequenos parágrafos (isso depende de você);

- selecione, dentre as idéias listadas, aquelas que mais se encaixam na abordagem que você deseja dar ao tema e elimine as demais. Com as selecionadas, organize um roteiro, estabelecendo a possível seqüência que você pretende desenvolver;

- faça um esboço do seu texto, um rascunho, e releia-o diversas vezes, até ficar satisfeito com o resultado.

Parece que isso tudo toma muito tempo? Mesmo quem tem prática, como famosos escritores, costuma escrever e reescrever seus textos. Procure fazer desse tempo um investimento! Lembre-se, principalmente, de que todo texto existe para ser lido, e o que você produziu deve ser agradável, gostoso de ler.

Por isso, ao reler seu texto, procure ser crítico, mas não exagere: confie mais na sua capacidade de escrever!



...........................................................................................

O porquê dos porquês
(por Leonor Werneck dos Santos)

"Parou por quê?
Por que parou?
Parei porque vi violência
Parei porque vi confusão"


Quem ainda não ouviu essa música de Moraes Moreira, muito cantada em final de shows pelo Brasil? Todos cantam, mas na hora de escrever aparece aquela dúvida: o porquê é separado ou junto, com ou sem acento? Vamos tentar entender.

POR QUÊ

Pronome interrogativo usado no final de frases interrogativas diretas ou indiretas. É só reler o trecho da música "Parou por quê?"

Outro exemplo: Gritaram "Vasco!", mas não entendi por quê.

POR QUE

1) Pronome interrogativo usado no início de frases interrogativas diretas. Mais uma vez, encontramos um exemplo no texto acima
"Por que parou?"

Observe que, nas interrogativas indiretas, esse pronome também aparece:
"Não sei por que tanta gente gosta dessa música".

2) Pronome relativo, em casos nos quais podemos, por exemplo, modificá-lo por "pelo(a,s) qual(is)": "Física é um assunto por que não me interesso".

PORQUE

Usado para introduzir uma oração cujo significado seja causa, explicação, uma justificativa, enfim. Moraes Moreira nos deu dois exemplos: "Parei porque vi violência /Parei porque vi confusão".

PORQUÊ

Esse é fácil e já foi usado três vezes neste artigo, inclusive no título, é o porquê (olha ele aí de novo!) com função de substantivo. Costuma aparecer junto a um artigo ou um pronome.

Agora você entendeu todos os porquês. Não? Por quê? Após ler este artigo, já é possível entender por que usamos cada um deles, porque, afinal, nem é tão difícil assim....





| Voltar |



.....................................................................................
Oficina da Palavra APLIC
Rua Desembargador Izidro, 40 sala 104 - Tijuca - Rio de Janeiro
Tels: (21) 2288-0094 e (21) 2238-8985
e-mail:aplic@oi.com.br
e-mail:cursos@oficinadapalavraplic.com.br